quinta-feira, 30 de junho de 2011

Síndrome do Super Treinamento


1 INTRODUÇÃO

O objetivo do treinamento e do exercício físico para os atletas, é o aumento da performance, varias adaptações fisiológicas ocorrem na atividade física, sabe-se que o exercício planejado inadequadamente, sem o devido descanso juntamente com alimentação incorreta e intensidade do exercício, ocasiona um desequilíbrio fisiológico, este que provavelmente poderá tornar-se a síndrome do supertreinamento ou overtraining. Uma vez desencadeada essa síndrome há um declínio da performance do atleta, prejudicando potencialmente a carreira e muito mais a sua saúde.

1.1 OBJETIVOS

O presente trabalho tem o objetivo de exaltar a importância do planejamento correto da atividade física e evitar o overtraining.

1.2 JUSTIFICATIVA

A síndrome do overtraining apesar ainda é desconhecida por muitos atletas, e de suma importância para os mesmos, pois uma vez desencadeada é de difícil retroação.

2 METODOLOGIA

Este trabalho é de caráter bibliográfico, elaborado através de informações coletadas a partir de artigos, teses de pós-graduação e algumas revistas científicas. A maioria das referências foram retirados, a partir de bases de dados do  Scielo.

3 DESENVOLVIMENTO

3.1 OVERTRAINING

Overtrainning é um termo bastante conhecido entre os atletas, significa excesso de treinamento ou sobrecarga (GUISELINI, 1996).
O overtrainning pode ser definido como sendo o estado no qual as pessoas apresentam baixo nível de desempenho, apesar do treinamento continuado ou até mesmo aumentado. Uma grande causa do estabelecimento do estado de overtrainning é o excesso de exercício, conduzindo a uma resposta de estresse, intensificada pelo tempo insuficiente de recuperação entre os períodos de atividade.
Ainda sobre overtrainnning, os principais sintomas apresentados são o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, a insônia, a irritabilidade e queda do sistema imunológico. Ainda segundo Guiselini (1996), os principais sintomas são falta de energia, perda de apetite, insônia e dor muscular.
Ainda como conseqüências do overtrainning, vários tipos de lesões músculo esqueléticas podem surgir, dentre as quais destacam-se os chamados microtraumas, que podem ser definidos como sendo traumas que não causam dor.
De a cordo com Costa (2003), comenta que os microtraumas, devido ao seu caráter silencioso e a gravidade que podem representar quando se manifestam clinicamente, são considerados o “câncer” da prática esportiva. Como explica Guiselini (1996), o nível de condicionamento físico ideal para uma pessoa pode ser estimado achando-se um ponto de equilíbrio entre a quantidade de exercício que deve fazer e a forma física que deseja atingir. Como salienta Guiselini (1996), o exercício ou o esporte bem praticados ajudam o crescimento, fortalecem os músculos, desenvolvem a iniciativa, mas os limites fisiológicos e psicológicos devem ser respeitados.
A combinação de treinos, intensidade e quanto tempo de atividade, é chamada de sobrecarga. Ela produz os efeitos benéficos sobre o coração, os músculos, as articulações, além de queimar gordura. Sua quantidade é que vai determinar o maior ou o menor desenvolvimento da condição física (GUISELINI, 1996). Para Wilmore (2001), o supertreinamento, overtrainning, é uma seqüência de eventos importantes que ocorre quando o corpo é treinado além de suas capacidades de adaptação.

3.2 PARÂMETROS FISIOLÓGICOS

Investigadores têm sido incapazes de confirmar marcadores fisiológicos do supertreinamento. Os parâmetros que têm sido investigados incluem freqüência cardíaca (FC) de repouso e após o exercício, pressão arterial (PA), consumo máximo de oxigênio (VO2max) em repouso e no exercício, níveis sanguíneos de leucócitos e hematócrito, hemoglobina, ferro, glicose, uréia e várias outras enzimas e hormônios. Alterações nestes parâmetros têm sido relatados na ocorrência de alguns estudos do supertreinamento. Outros pesquisadores, por sua vez, têm encontrado efeitos contraditórios ou que induzem à dificuldade no estabelecimento de critérios. Esses achados também possibilitam a divisão em dois tipos distintos de supertreinamento: a forma simpática e a parassimpática (ALVES et al., 2005)

3.3 PARÂMETROS PSICOLÓGICOS

Questionários psicométricos têm sido usados e aperfeiçoados nos últimos anos para o contexto esportivo. Nas pesquisas envolvendo monitoramento e prevenção do supertreinamento, vários instrumentos são utilizados, entre eles o Perfil dos Estados de Humor-POMS e o Questionário de Estresse e Recuperação para o Atleta-QER-D.
O acompanhamento de atletas paraolímpicos brasileiros, é o QER-D (em inglês, RESTQ-Sport), com objetivo de monitorar a extensão dos estressores mentais e físicos (stress) e as capacidades ou não de recuperação (recovery) nos últimos três dias e noites. O QER-D é composto por 19 escalas multidimensionais, 12 escalas gerais e sete escalas específicas do esporte, para adquirir do atleta informações de suas rotinas emocionais no treinamento e em sua vida fora do ambiente de treinamento e competição. O QER-D é validado no Brasil mediante testes de confiabilidade e teste-reteste realizados por Costa (2003) e Alves (2005).

3.4 TRATAMENTO

O tratamento mais adequado é a prevenção. Mas uma vez desencadeada a síndrome, o procedimento mais aceito para conter o overtraining é o repouso, que em geral não deve ser inferior a cinco semanas, porém a completa recuperação pode levar doze semanas, respeitando a individualidade de cada atleta (ALVES et al., 2006).

4 CONCLUSÃO

Através desse trabalho podemos observar com clareza a importância do trabalho em grupo. Por se apresentar de forma multifatorial e ser de difícil diagnóstico a síndrome do overtraining, não é identificada com tanta clareza e de modo fácil, tendo em vista que vários fatores somados podem desencadear a síndrome, portanto somente uma equipe bem unida e qualificada ajudará o atleta, pois evitara que a atividade física traga malefícios, uma vez que o melhor tratamento é a prevenção.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES R.N. Análise e monitoramento da relação estresse-recuperação no treinamento e na competição de nadadores de 13 a 17 anos. 125f. Dissertação (Mestrado em Treinamento Esportivo). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2005.
ALVES, R.N; COSTA, L.O.P; SAMULSKI, D.M. Monitoramento e prevenção do supertreinamento em atletas. Brasileira de Medicina do Esporte, v 12, n. 5, p. 291-296, 2006.
COSTA LOP. Processo de validação do Questionário de Estresse e Recuperação para Atletas (RESTQ-Sport) na língua portuguesa. 152f. Dissertação (Mestrado em Treinamento Esportivo). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2003.
GUISELINI, M.A. Qualidade de vida. 2. ed. São Paulo: Gente, 1996.
SILVA, A.S.R; SANTHIAGO V; GOBATTO C.A. Compreendendo o overtraining no desporto: da definição ao tratamento. Portuguesa de Ciências do Desporto, v.6, n.2 p. 229-238, 2006.
WILMORE, J.H. Fisiologia do Esporte e do Exercício. 2 ed. São Paulo: Manole,  2001.

Alunas: Fabiane Rodrigues e Renata Mendes Sóccio, Biomedicina

Orientador: Prof. André Bellin Mariano, D.Sc.

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