quinta-feira, 30 de junho de 2011

Overtraining ou Supertreinamento


Atualmente, o excesso de treinamento com o declínio da perfomance do atleta de elite é dita como overtraining. Esta que desenvolve-se apartir  do treinamento mal planejado, caracterizado por altas intensidades e exagerados volumes de exercício, sem o devido descanso e a ideal reposição de carboidratos, pode ser potencializada por fatores estressores psicossociais, calendário esportivo atribulado, treinamento monótono, dieta inadequada e muitos outros fatores não necessariamente relacionados ao treinamento.
Várias são as hipóteses etiológicas da síndrome de overtraining: lesão, inflamação e citocinas (hipótese propõe que pequenos traumas musculares, esqueléticos ou articulares possam desencadear a síndrome de overtraining), diminuição da disponibilidade de glutamina durante o exercício (a reduzida concentração plasmática de glutamina, observada em atividades físicas prolongadas seria responsável pela supressão da resposta imune associada ao aumento da taxa de infecções observadas no supertreinamento) e hipótese da fadiga central (o excesso de treinamento físico, tanto como o estresse psicológico, podem promover uma alteração do balanço hormonal).
A síndrome do supertreinamento pode ser silenciosa e de difícil diagnóstico, pois possui sintomas individualizados e diferenciados.  Porém o principal sintoma é a queda do desempenho, acompanhado de fadiga crônica, dores musculares, perda de peso, “insônia”, alterações de humor e frenquentes infecções do trato respiratório superior. Apesar dos sintomas e alguns ajudarem no diagnostico da síndrome, o treinador e o atleta precisam de dados convictos e confiáveis para identificar com precisão a síndrome de overtraining, portanto pode-se realizar dosagens e observar alterações fisiológicas como: aumento do cortisol, catecolaminas e serotonina, no entanto à diminuição das glutaminas, massa muscular e do apetite.
O melhor tratamento para o overtraining é a prevenção, uma vez não sendo seguido o planejamento correto, esta síndrome só pode ser tratada através da eliminação da atividade física por tempo indeterminado, por isso para evitar possíveis desequilíbrios fisiológicos e o temido overtraining, deve haver um acompanhamento com profissionais habilitados, que monitorem diariamente o atleta.

Alunas: Fabiane Rodrigues e Renata Mendes Sóccio, Biomedicina

Orientador: Prof. André Bellin  Mariano, D.Sc.

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